Dinheiro na poupança perde poder de compra e rende abaixo da inflação há quase dois anos

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Quem tem dinheiro na poupança segue perdendo poder de compra há quase dois anos. A modalidade de aplicação mais popular do país completou 20 meses consecutivos de perdas para a inflação brasileira.

De acordo com levantamento da Economatica (empresa de dados financeiros), no recorte do período acumulado em 12 meses (até abril), a poupança registrou um rendimento real negativo (já com a inflação descontada) de 6,58%.

Somente em abril, a rentabilidade da caderneta foi de 0,56% em termos nominais, enquanto a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 1,06%, a maior taxa em 26 anos. Como resultado, a poupança, portanto, registrou um retorno negativo de -0,50% no mês passado.

A última vez que a poupança teve ganhos reais no acumulado em 12 meses foi em agosto de 2020 (0,45%). Atualmente, mesmo com a taxa Selic em 12,75% ao ano, e com previsões de subir mais um pouco este ano, a aplicação da caderneta segue com rendimento inalterado em 6,17% ao ano, mais a TR (Taxa Referencial).

"As pessoas têm a falsa ilusão de que se conseguirem poupar parte do rendimento mensal, anual, e deixar lá, guardado, está tudo bem. Isso não é suficiente, ter uma renda é essencial para chegar na sua independência financeira, poupar parte dela também é essencial, mas a jornada não para por aí. Você tem que começar a investir esse dinheiro, colocar ele para trabalhar para você. Pois, se ele não render pelo menos a inflação, será um grande problema. Aquele dinheiro que está guardado e não está rentabilizando faz com que você perca poder de compra, pois ele não mais conseguirá pagar o que você comprará no futuro", comenta o Professor da VLGI School, Leonardo Milane.

Portanto, é importante destacar que para manter o poder de compra é necessário ter rendimentos acima da inflação. No geral, a regra básica é escolher produtos financeiros que vão te pagar a inflação mais juros. Desta forma, o seu ganho real será superior a desvalorização da nossa moeda.

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Principal aplicação

Pesquisa recente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) apontou que a caderneta de poupança realmente foi o produto financeiro mais comum dos brasileiros em 2021, com 23% das menções.

Com relação a outros tipos de investimentos, como fundos, títulos públicos e privados, ações e FIIs, ainda apresentam uma participação baixa na fatia da carteira de investimento da população brasileira.

O retorno das aplicações geralmente tem como destino a casa própria (29% da população). Os brasileiros também pretendem manter o dinheiro guardado ou aplicado (20%) e investir em um negócio próprio (8%).

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Outra constatação feita pelo levantamento anual da Anbima é que mais da metade dos brasileiros (62%) teve perda total ou parcial de renda no ano passado. Fora disso, 54% das pessoas precisaram de dinheiro para alguma emergência e, por isso, tiveram de resgatar parte dos investimentos, pedir empréstimo ou se desfazer de algum bem.

Em março deste ano, segundo dados do Banco Central (BC), as retiradas em cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 15,4 bilhões. Esse foi o maior volume de resgate para o mês de março na série histórica do BC, iniciada em janeiro de 1995, e o terceiro mês consecutivo com captação negativa em 2022.

O saldo da poupança (o volume total aplicado) registrou uma queda de R$ 10 bilhões, passando de R$ 1,016 trilhão em fevereiro para R$ 1,006 trilhão no mês de março.

Reserva de emergência

Não basta apenas fazer um bom planejamento e poupar parte dos seus rendimentos no final do mês. Além de aumentar o seu custo de vida, a inflação também tem um poder nada legal que é “comer” o seu poder de compra.

Se você usa a poupança como reserva de emergência, você também está perdendo dinheiro! Isso porque aquele pequeno rendimento que ela te dá não cobre a inflação. Por isso, se o seu dinheiro está parado na caderneta, é melhor procurar outras alternativas de investimentos para que tenha ganhos reais.

Em linhas gerais, para esse colchão emergencial, são recomendados produtos financeiros como um CDB, Fundos DI ou Tesouro Selic - um título pós-fixado de renda fixa - atrelado à taxa de juros Selic, que possui baixa volatilidade e rendimento estável e mais seguro. Funcionam com uma liquidez diária e são aplicações que não rendem muito, mas o objetivo, neste caso, não é ter altos rendimentos. Não é para aumentar o patrimônio pessoal, mas sim para protegê-lo.

"O mais importante é que seja alguma aplicação líquida para ser resgatada quando for preciso. Além disso, tem de ser uma aplicação de baixo risco. Afinal, para a reserva de emergência a pessoa não pode correr o risco de ter perda de patrimônio", ressalta Letícia Kratka, consultora Financeira da VLGI School.

Quer saber mais sobre outras opções de aplicação que não a poupança? Assista a íntegra do nosso programa abaixo. Deseja falar com um especialista em investimentos? Clique aqui e conheça o #JeitoVLGI de investir.

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