Índice de Confiança da Indústria apresentou queda de 1,7 ponto em janeiro, aponta FGV/IBRE

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O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulgou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apresentou queda de 1,7 ponto em janeiro na comparação com dezembro. O ICI apresentou a sexta queda consecutiva, chegando ao menor nível desde julho de 2020.

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Fonte:FGV/IBRE

O avanço da covid – 19 é apontado como uma das principais causas desse recuo. O alto número de infectados afasta os funcionários dos postos de trabalho e amplia as restrições em diversos países, gerando incerteza no setor.

“O setor industrial inicia 2022 com queda disseminada da confiança entre os segmentos, pesando sobre esse resultado as incertezas em decorrência do aumento nos casos de Covid-19 que tem levado a reduções no quadro de funcionários e a ampliação das restrições em por países que sentiram o recrudescimento da pandemia. Nesse sentido, tanto as perspectivas sobre o ritmo da atividade produtiva, quanto sobre a evolução da demanda foram comprometidas.”, comenta Claudia Perdigão, economista do FGV IBRE.

Uma sequencia de quedas como esta não era observada desde 2014, quando o setor passou por oito meses de recuo. A economista afirma em nota que a escassez de insumos podem colaborar para a recuperação do setor no decorrer de 2022.

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Fonte:FGV/IBRE

Segundo o FGV/IBRE, o resultado do mês foi influenciado por uma piora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das perspectivas para os próximos meses. O Índice Situação Atual (ISA) cedeu 1,2 ponto, para 99,8 pontos, menor valor desde agosto de 2020. O pior desempenho se deu no indicador que mede a situação atual dos negócios, com queda de 6,4 pontos. Já o indicador de demanda total recuou 4,2 pontos, registrando uma perda de 14,1 pontos nos últimos sete meses.

Por sua vez, o Índice de Expectativas (IE) caiu 2,0 pontos, menor patamar desde abril de 2021. A produção prevista para os próximos três meses foi o que mais influenciou a queda do ICI no mês de janeiro, ao cair 4,7, menor nível desde maio do ano passado. O emprego previsto para os próximos meses se manteve relativamente estável ao variar 0,3 ponto. A tendência dos negócios para os próximos seis meses continua em trajetória negativa pelo sexto mês consecutivo, caindo 1,2 ponto em janeiro.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada retornou ao patamar de novembro de 2021 ao subir 1,0 ponto percentual, para 80,7%.

O levantamento contou com informações de 1.043 empresas entre os dias 1º e 24 de janeiro.

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