Vendas no varejo crescem 0,6% em novembro, aponta IBGE

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Vendas no varejo crescem 0,6% em novembro, aponta IBGE Freepik
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (14) os dados referentes ao varejo em novembro. O volume das vendas do comércio varejista subiu 0,6% na série com ajustes sazonais. Mesmo com crescimento, 14 dos 27 estados da federação registraram queda, as mais intensas foram na Paraíba (-3,1%), Piauí (-3,0%) e Bahia (-2,8%).

A média trimestral variou -0,1% até novembro. Na série sem ajustes houve queda de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo a quarta taxa negativa consecutiva. O acumulado do ano aumentou 1,9%, mostrando uma desaceleração em relação á outubro, que fechou em 2,6%.

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Fonte: IBGE

O comercio ampliado, que inclui veículos, autopeças e material de construção, fechou com uma média móvel estável em -0,4%, após trimestre anterior em queda, um crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior. O leve crescimento foi influenciado pela alta nos setores citados. Em 14 das 27 UFs, as taxas foram negativas, e as mais intensas foram da Paraíba (-6,8%), Tocantins (-6,1%) e Alagoas (-5,1%). Em cinco UFs as vendas cresceram, com destaque para Rio de Janeiro (2,1%), Amazonas (1,9%) e Rondônia (1,7%).

Das oito atividades analisadas na série com ajuste sazonal, cinco tiveram taxas negativas. São elas os setores de móveis e eletrodomésticos (-2,3%), tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), combustíveis e lubrificantes (-1,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,1%).

Os setores que registraram alta são os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%).

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Fonte: IBGE

Em comparação com o ano de 2020, sete das oito atividades recuaram. O setor de móveis e eletrodomésticos registra seis meses de queda, sendo responsável pelo maior impacto no indicador (-2,8 p.p), com recuou de 21,5% no volume de vendas em relação a novembro de 2020. O único segmento que registrou melhora foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria com um crescimento de 2,5%.

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