Small caps: o crescimento das pequenas empresas na B3

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Quem separa parte de seu patrimônio para investir na Bolsa de Valores brasileira (B3) sempre está em busca das melhores oportunidades, ou seja, das ações mais promissoras. Logo, na busca pelos ativos com maior potencial de crescimento, muitos investidores acabam chegando nas “Small caps” - empresas de menor capitalização de mercado.

No entanto, por serem empresas menores na B3, alguns investidores ficam com o pé atrás na hora de escolher as small caps para a sua carteira de investimentos. E, mesmo com riscos de volatilidade, elas têm sua relevância na bolsa.

As small caps são denominadas assim porque fazem parte de um grupo de ações de empresas com o valor de mercado entre R$ 300 milhões e R$ 2 bilhões.

A importância das small caps na Bolsa de Valores

O principal motivo para que grande parte dos investidores se interessem pelas small caps é por sua possibilidade de gerar grande rentabilidade no longo prazo. Mesmo que essas companhias sejam líderes nos setores que atuam ou até que já faturem milhões, ainda assim, devido ao baixo valor de mercado, são consideradas pequenas na bolsa de valores.

Além disso, elas apresentam menor liquidez, tendo de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões negociados por dia em média, e não participam do Ibovespa (índice que mede o desempenho das ações mais negociadas da bolsa). Para saber como andam as ações da small caps é recomendado a análise do Índice Small Cap (SMLL).

No geral, ações destas companhias menores são referentes a empresas que começaram a ingressar no mercado recentemente e, talvez, tenham um futuro promissor pela frente, com alto potencial de crescimento e retorno para os acionistas. Embora sejam visadas por diversos investidores, a probabilidade de um ganho rápido e alto também é pequena. É pouco provável que companhias com esse perfil tenham uma valorização repentina.

Vale lembrar que algumas empresas que atualmente possuem um grande valor no Ibovespa e têm um valor de mercado bilionário, já foram small caps. Por exemplo, o Magazine Luiza é um desses casos, seus papéis passaram de R$ 7,00 para mais de R$ 140,00. Assim como ela, outras companhias ficam “esquecidas” na Bolsa de Valores até revelarem seu verdadeiro potencial.

Riscos

Por um lado, investir em small caps pode parecer um ótimo negócio, por outro, pode ser uma estratégia que traga retornos negativos. Isso se dá porque essas ações apresentam maior risco de volatilidade quando comparadas às mais consolidadas.

Deste modo, esses fatores diminuem sua liquidez, ou seja, pode ser muito difícil vender esses papéis quando você desejar. Por isso, essas ações são mais recomendadas para os investidores que podem deixar o dinheiro investido a longo prazo. O ideal é que você não precise do dinheiro investido nelas em um período de três a cinco anos, no mínimo.

Outro fator importante é a dificuldade de acesso às informações e análises. Por serem ações novas, muitas vezes é difícil estabelecer padrões gráficos ou analisar os fundamentos de gestão das small caps. Por isso, é muito importante o investidor estudar cada mercado e analisar o histórico das empresas.

É normal que essas empresas não tenham um site bem estruturado de Relações com Investidores, dificultando a comunicação com seus acionistas. Além disso, não é muito comum encontrar analistas com a atenção voltada para esse perfil de companhia, visto que a demanda de quem investe é voltada para grandes negócios no mercado.

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