Política em 2022: eleições polarizadas devem marcar o ano

Atualizado em -

Política em 2022: eleições polarizadas devem marcar o ano Evaristo Sá | AFP
► CCJ do Senado terá reforma tributária na primeira reunião de 2022► Senado dá aval para contratação obrigatória de térmicas a carvão até 2040

Depois de um ano marcado pela CPI da Pandemia, por uma agenda de reformas frustrada e por muitos rumores políticos, 2022 chega com um destaque principal: as eleições que acontecerão no dia 2 de outubro devem mexer com o cenário nacional durante todo o ano.

Além da escolha do Presidente da República, a disputa vai definir novos ocupantes de cadeiras no Senado, na Câmara e novos governadores.

O resultado das eleições pode mudar os rumos do país tanto em relação à política como em outros assuntos cruciais como economia, programas sociais, saúde, educação e infraestrutura. O mercado financeiro acompanha atentamente a corrida eleitoral, já que o escolhido pode mudar os rumos da economia, por exemplo, o que impacta diretamente na decisão dos investidores em relação ao país.

Quem está na disputa

O presidente Jair Bolsonaro, agora filiado ao PL, deve tentar a reeleição. Depois de enfrentar os desafios da pandemia do coronavírus, o atual presidente tem como principal desafio resgatar a sua popularidade antes que comece a disputa eleitoral. Bolsonaro teve a imagem desgastada ao longo de 2021 e não conseguiu fazer articulações importantes no Congresso Nacional para aprovar pautas de interesse da sua gestão.

Um dos adversários de Bolsonaro nas eleições deve ser o ex-presidente Lula (PT). Embora ainda não tenha se colocado oficialmente como candidato, Lula já aparece em diversas pesquisas de intenção de voto e ocupa a liderança em vários cenários. Nos bastidores, o petista estaria, inclusive, articulando uma chapa com Geraldo Alckmin, que saiu do PSDB depois de 33 anos de filiação, para ser seu vice.

Tentando fugir da polarização, alguns candidatos aparecem como uma "terceira via" em busca dos votos de quem não quer nem Bolsonaro nem Lula no poder. Entre eles está o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (Podemos), a senadora Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT).

O primeiro turno das eleições acontecerá no dia 2 de outubro e o segundo turno, se houver, será realizado em 30 de outubro.

Ministros do STF

O vencedor da disputa presidencial de 2022 terá em suas mãos duas escolhas importantes: ele vai indicar dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023, quando acontecerão as aposentadorias compulsórias de Rosa Weber e de Ricardo Lewandowski.

A indicação de ministros do STF é considerado um "trunfo" nas mãos do presidente, já que a Suprema Corte toma decisões sobre assuntos fundamentais para o país.

Congresso Nacional

O ano também será decisivo para reformular as cadeiras do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas nos Estados.

No dia 2 de outubro, cada brasileiro escolherá um senador que represente o seu Estado. Nas eleições anteriores, em 2018, cada eleitor escolheu dois senadores. Naquela ocasião, 2/3 do Senado foi modificado. Agora, apenas 1/3 das cadeiras mudará. Cada Estado possui três representantes, contabilizando um total de 81 senadores.

Os eleitores também vão escolher deputados federais e estaduais em 2022. Pesquisar o histórico dos candidatos e seus projetos para um eventual mandato é fundamental na hora de decidir em quem votar.

Em 2018, a Câmara dos Deputados passou pela maior renovação desde a redemocratização, em 1986. Foram eleitos 243 deputados "novos" (de primeiro mandato) e reeleitos 251 deputados, de um total de 444 candidatos à reeleição. Ou seja, 56,5% dos deputados que se candidataram à reeleição foram reeleitos. Também foram eleitos 19 ex-deputados de legislaturas anteriores (3,7%).

Relacionados:

► CCJ do Senado terá reforma tributária na primeira reunião de 2022► Senado dá aval para contratação obrigatória de térmicas a carvão até 2040

Leia mais: