Previdência é assunto ainda pouco falado por influenciadores digitais de investimentos

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Previdência é assunto ainda pouco falado por influenciadores digitais de investimentos Chase Chappell | Unsplash
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Levantamento da Anbima, divulgado esta semana, mostra que os chamados 'influenciadores digitais', que falam sobre investimentos, ainda pouco exploram temas relacionados a criação de uma reserva de recursos para a aposentadoria.

O levantamento identificou 1.011 publicações sobre temas relacionados à previdência e à aposentadoria, como FGTS, INSS, seguro privado, VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) ou PGBL (Plano Garantidor de Benefícios Livres). Para efeito comparativo, foram 4.482 posts sobre renda fixa (Selic, poupança e Tesouro Direto) no mesmo período. A audiência alcançada com as duas temáticas, entretanto, foi semelhante: 6,2 milhões de seguidores* para assuntos de previdência e 6,1 milhões em renda fixa.

Os dados mostram que em um universo de 270,7 mil publicações feitas entre janeiro e julho, apenas 1.011 trataram de alguma maneira sobre o assunto, ou 0,37% do total. A pesquisa da Anbima acompanhou 266 influenciadores que abordam temas relacionados a assuntos financeiros nas redes sociais (Instagram, Twitter, YouTube e Facebook). Deste universo de influenciadores, 51% trataram de previdência.

“Apesar de metade dos influenciadores tratarem do assunto em algum momento, o número de publicações ainda é baixo. Isso mostra que a previdência é um tema com grande potencial para ser explorado nas redes sociais”, comenta Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima.

As mídias sociais que tiveram maior volume de posts sobre o assunto foram o YouTube (359) e o Twitter (353), enquanto o Instagram (183) e o Facebook (116) foram menos explorados.

Previdência Complementar

A reforma da previdência, a subida da inflação e as atuais incertezas econômicas de alguns setores financeiros no Brasil ajudam a gerar um cenário de necessidade cada vez maior de se ter um planejamento previdenciário para uma vida longeva com qualidade.

Um levantamento inédito da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) revela que as reservas dos planos de previdência privada aberta somaram, entre janeiro e outubro deste ano, R$ 1.040 trilhão - volume 5,9% maior do que o registrado no mesmo período de 2020. O montante aponta uma recuperação gradual do setor após o auge da crise econômica causada pela Covid-19.

A especialista em seguros da VLGI Vida, Carolina Cipriani, aponta como uma das vantagens o fato de que os planos de previdência não têm incidência do chamado come-cotas - mecanismo de tributação de alguns fundos de investimento abertos, como os fundos de renda fixa e os multimercados. Nesse sistema, o IR é descontado semestralmente na forma de cotas, mesmo que não tenha havido resgates.

"Quando analisamos no longo prazo a previdência complementar, como não tem tributação periódica, verificamos que o montante final acumulado é exponencialmente maior. Por isso, é importante deixar bem claro com cada investidor, na diversificação da carteira, qual parte é destinada para a aposentadoria. Saliento, ainda, a importância do acompanhamento de um profissional qualificado na escolha do melhor plano", afirma Carolina Cipriani.

Com base nas principais dúvidas dos que desejam entender melhor como funcionam os investimentos em previdência privada, o Mercado1Minuto preparou um vídeo educativo respondendo aos questionamentos dos nossos seguidores. Assista a íntegra e aprenda mais sobre as características deste tipo de aplicação.

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