Inflação sobe 0,95% em novembro, maior alta para o mês desde 2015, segundo IBGE

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A inflação oficial no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,95% em novembro de 2021 ante a alta de 1,25% de outubro do mesmo ano, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta sexta-feira (10). Embora tenha registrado uma desaceleração, a inflação foi a maior para o mês desde 2015 (1,01%).

Segundo o IBGE, o IPCA chegou a 9,26% no acumulado do ano. Em 12 meses, a taxa aumentou de 10,67% em outubro para 10,74% em novembro. O acumulado é o maior desde novembro de 2003, quando se encontrava em 11,02%. No entanto, o dado veio abaixo do previsto. A estimativa dos analistas consultados pela Refinitiv era de que o IPCA tivesse subido para 1,08% em novembro sobre outubro e 10,88% contra um ano antes.

De acordo com o Boletim Focus, o mercado espera que o IPCA finalize o ano em 10,18%. O Ministério da Economia estima 9,7%. Já a projeção do Banco Central (BC) está em 8,5%, mas deve ser analisada na próxima quinta-feira (16) no Relatório de Inflação da autoridade monetária.

Da mesma forma, a inflação de 2021 ficará acima da meta, de 3,75%. Por isso, o BC está elevando os juros. Na quarta-feira (8), a Selic, taxa básica de juros, subiu de 7,75% para 9,25% e deve chegar a 10,75% em fevereiro de 2022.

Inflação em novembro

Conforme o levantamento do IBGE, 7 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em novembro. O maior impacto foi do grupo de transportes, que teve um aumento de 3,35% com a alta dos combustíveis.

Os combustíveis ficaram 7,74% mais caros em novembro e acumulam uma alta de 50,43% neste ano. Somente a gasolina aumentou 7,38% no mês. No entanto, ainda há variações dos outros combustíveis. O etanol teve um aumento de 10,53%, o diesel de 7,48% e o gás veicular 4,30%.

O segundo maior impacto da inflação é derivado do grupo de habitação, com aumento de 1,03% pressionado pela alta da energia elétrica (1,24%) e do gás de cozinha (2,12%). O grupo de alimentação e bebidas, por sua vez, registrou resultado negativo de 0,04%. Isso se deu por conta da alimentação fora do domicílio (-0,25%)

Com isso, a alimentação subiu 0,04%, menos que em outubro (1,32%). No leite longa vida, ocorreu uma queda de -4,83%, do arroz de -3,58% e das carnes de -1,38%. Porém, foi apresentado uma alta nos preços da cebola de 16,34% e do café moído de 6,87%.

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