Cemig anuncia venda de participação na Renova por R$ 60 milhões

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Cemig anuncia venda de participação na Renova por R$ 60 milhões Divulgação / Cemig
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Nesta sexta-feira (12), a Cemig e sua subsidiária Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT) anunciaram ao público em geral a venda da totalidade da participação mantida pelas empresas da Renova Energia ao fundo AP Energias Renováveis, da Angra Partners. A transação foi realizada por R$ 60 milhões e inclui ainda os créditos que a estatal mantinha na Renova, a companhia que está em um processo de recuperação judicial.

Em Fato Relevante, a companhia mineira informou que o “desinvestimento da Cemig GT na Renova já fazia parte do Programa de Desinvestimentos da Cemig divulgado ao mercado em julho de 2017”. Além disso, a empresa disse que o planejamento estratégico da Cemig de 2021-2025 está baseado principalmente:

  • na escolha estratégica de concentrar a atuação da Cemig nas empresas e negócios “core”, com participações majoritárias, promovendo a integração e captura de sinergias operacionais;
  • na necessidade de redirecionar os esforços de gestão e a alocação de capital da Cemig para melhorar a qualidade do serviço de geração, transmissão e distribuição de energia no estado de Minas Gerais;
  • no aproveitamento de oportunidades de mercado para a alienação de ativos e otimização da estrutura societária da Cemig.

A participação da Cemig na Renova começou em 2011 por meio da Light, concessionária do Rio de Janeiro de quem a estatal mineira era a principal acionista. Na época, a Light desembolsou R$ 400 milhões e passou a deter 26% do capital total e 50% do bloco de controle da Renova.

Posteriormente, a elétrica foi reduzindo sua participação de modo que em outubro de 2019, a Light firmou contrato para a venda da totalidade de suas ações na Renova Energia, equivalente a 17,17% do capital social da companhia à época.

A venda foi realizada ao fundo de investimento CGI, por um valor simbólico de R$ 1, operação que está no escopo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e que investiga possíveis irregularidades em operações e contratos firmados pela Cemig.

No mesmo ano, a Cemig também vendeu sua parte da Light, deixando de ser a controladora da empresa ao reduzir sua participação de 49,9% para 22,6%. Em 2021, concluiu o restante das ações que mantinha da Light por R$ 1,37 bilhão, deixando de ser acionista da companhia.

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