Com a maior alta para o mês desde 2002, IPCA vai a 1,25% em outubro

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Com a maior alta para o mês desde 2002, IPCA vai a 1,25% em outubro Marcelo Brandt / G1
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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 1,25% em outubro em relação aos 1,16% registrados no mês anterior. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pelos combustíveis.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira (10), esse foi o maior índice para o mês desde 2002, quando o IPCA foi de 1,31%. O indicador acumula alta de 8,24% no ano e de 10,67% nos últimos 12 meses, enquanto no acumulado de 2020, a alta havia sido de 10,25%.

Com esse resultado o valor ficou acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 5,25%. Em setembro, foi a primeira vez que o índice atingiu dois dígitos nesse período em cinco anos e meio.

Grupos

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE subiram em outubro. O destaque ficou para os transportes (2,62%), influenciados pela alta dos combustíveis (3,21%).

Nesse grupo a gasolina subiu 3,10% e teve o maior impacto individual no índice do mês (0,19 p.p.). Foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses.

“A alta da gasolina está relacionada aos reajustes sucessivos que têm sido aplicados no preço do combustível, nas refinarias, pela Petrobras. Além gasolina, houve aumento também nos preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%)”, afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov em nota.

No grupo de transportes as passagens aéreas também ficaram em destaque, com alta de 33,86%. O IBGE informou que houve alta em todas as regiões pesquisadas, que foram desde 8,10% em Rio Branco até 47,52% em Recife.

Como a segunda maior contribuição do índice está o grupo dos alimentos e bebidas com alta de 1,17%. Com destaque para o tomate (26,01%) e batata-inglesa (16,01%). A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,78% em outubro.

O grupo habitação registrou alta de 1,04% no mês influenciado pela energia elétrica (1,16%). Segundo a pesquisa, apesar da alta, houve desaceleração nesse item em relação a setembro (6,47%).

Os grupos vestuário (1,80%) e artigos de residência (1,27%) também foram destaques.

INPC

Já Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, teve alta de 1,16% em outubro, também o maior resultado para o mês desde 2002 (1,57%). No ano o indicador acumula um crescimento de 8,45% e, em 12 meses de 11,08%, acima dos 10,78% observados em 2020, em outubro do ano passado a taxa foi de 0,89%.

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