B3 atinge 4 milhões de contas em renda variável; Como fazer para rentabilizar seu patrimônio?

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B3 atinge 4 milhões de contas em renda variável; Como fazer para rentabilizar seu patrimônio? Letícia Kratka | Mercado1Minuto
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A Bolsa de Valores brasileira (B3) anunciou que, no mês de outubro, atingiu a marca histórica de 4 milhões de contas pessoais físicas com aplicações em renda variável. Com o valor total de R$ 490 bilhões em custódia, 1,1 milhão de CPFs são pertencentes às mulheres e 2,9 milhões aos homens.

O número representa a quantidade de contas abertas por pessoas físicas (PFs) em cada corretora no Brasil. No entanto, o número de CPFs únicos é de 3,4 milhões, pois um mesmo indivíduo pode ter outras contas em diversas instituições financeiras.

“Com o crescimento de abertura de contas em mais de um intermediário também passamos a divulgar, há alguns meses, o número de CPFs. É um termômetro mais preciso para avaliar a real tendência do comportamento do brasileiro em um cenário de alta da taxa de juros e grande volatilidade. A leitura é que precisamos sair do debate da Renda Fixa ou Renda Variável. O brasileiro vem aprendendo que pode diversificar sua carteira com oportunidades em Renda Fixa e Renda Variável”, explicou o diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, Felipe Paiva.

Além disso, a B3 também divulgou uma análise da evolução dos investidores na bolsa. Agora, o levantamento passou a ser publicado trimestralmente e, pela primeira vez, foram incluídos os dados de investidores em renda fixa e Tesouro Direto.

A partir disso, foi registrado que a maior parte dos novos investidores (48%) que entraram no mercado de equity estão na faixa de 25 a 39 anos. Logo em seguida, estão os de 19 e 24 anos, representando 24% dos novos investidores.

Diversificação

De acordo com os dados publicados, o número de investidores em ações cresceu 26% na comparação entre setembro de 2020 e o mês homólogo deste ano. Em relação aos Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs), Fundos de índices (ETFs) e Brazilian Depositary (BDRs) aumentaram 40%, 96% e 1.414%, respectivamente, ante o mesmo período.

Em 2016, 78% das pessoas físicas detinham apenas ações em seus portfólios. Porém, em 2021, esse registro caiu para 49%.

“O que estamos vendo é que, cada vez mais, os investidores possuem uma combinação de ações com outros produtos de bolsa, trazendo para a prática o conceito da diversificação de carteira”, explicou o diretor da B3.

O levantamento da bolsa de valores também ressalta a diversificação dos investidores nos tickers negociados. Em 2016, 39% das pessoas físicas tinham apenas 1 ativo em carteira. Além disso, hoje, um a cada dois investidores possui em sua carteira mais de 5 tickers

Democratização

De acordo com dados da B3, desde 2019, está cada mês mais baixo o valor médio do primeiro investimento das PFs na renda variável.

“Fazendo um raio-X dos 86 mil investidores que entraram em setembro, com mediana de R$ 273, observamos que a maior parte entrou com investimentos ainda menores, na faixa até R$ 200. Podemos inferir que é uma parcela do patrimônio do investidor, ainda mais combinando com o número da carteira mediana de R$ 8 mil. Ou seja, a pessoa física entra com aportes baixos, mas os mantém de forma recorrente”, avaliou Paiva.

No último ano, diversas ações de popularização do mercado financeiro, em parceria com a B3, auxiliaram para que esse número chegasse ao patamar atual. Através da flexibilização do acesso das pessoas físicas aos BDRs, por exemplo, a bolsa brasileira disponibiliza hoje 715 BDRs de ações e 45 BDRs de ETF para varejo. Deste modo, em quesito de ETFs, os investidores possuem 54 deles disponíveis para negociação, incluindo os de criptomoedas.

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Informação qualificada

O que o levantamento da B3 aponta é que cada vez mais aumenta a busca por informações qualificadas sobre os produtos disponíveis na prateleira de serviços das instituições financeiras. Com isso, o conhecimento do investidor sobre o seu perfil e apetite para o risco levam à diversificação.

O mais importante para você leitor é dar o primeiro passo: buscar conhecimento qualificado. Afinal, é normal sentir um pouco de insegurança quando se começa a entrar em contato com o universo das diversas possibilidades de aplicações no mercado financeiro.

Curso prático

Pensando em auxiliar os leitores do Mercado1Minuto a darem os primeiros passos no universo dos investimentos, Letícia Kratka lançou, em junho deste ano, o seu primeiro curso prático sobre "Como Começar a Investir".

O treinamento insere o aluno no mundo dos investimentos de forma correta - desde princípios básicos e fundamentos, até a aplicação de métodos práticos para fazer o dinheiro trabalhar na geração de renda passiva.

"O principal benefício deste curso é ser totalmente prático, não fica só na teoria explicando conceitos que ninguém aplica. O que faço é mostrar como escolher cada um dos ativos e como acompanhar o andamento da carteira de investimentos", destaca Kratka.

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