Mercado de trabalho em TI está em expansão; previsão do setor é crescer 11% até o fim de 2021

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O desemprego no Brasil cresceu de forma intensa nos últimos tempos devido a pandemia causada pela Covid-19 e acabou gerando uma crise econômica no país. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 6 milhões de trabalhadores perderam o emprego entre o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021.

Indo na contramão de todo esse cenário, a área da Tecnologia da Informação vem crescendo e gerando diversas oportunidades de emprego, que não são preenchidas devido à falta de profissionais qualificados, ao contrário do que acontece em outros setores.

O isolamento social obrigou o mundo a se adaptar, afetando a forma como as pessoas trabalham e estudam. Com a alta do trabalho remoto, muitas empresas se viram obrigadas a adequar suas operações para se manterem competitivas no mercado e, consequentemente, mostraram a necessidade de profissionais de TI qualificados.

De acordo com uma pesquisa feita pela International Data Corporation (IDC), no Brasil o mercado de Tecnologia da Informação deve crescer 11% até o fim deste ano, além da estimativa de gerar US$ 4,7 bilhões em 2021, 21% a mais que 2020, o que representa 7,3% de todo investimento de TI no país.

A Positivo Tecnologia (POSI3), fabricante brasileira de computadores e celulares que também produz e fornece softwares de tecnologia educacional, percebeu essa expansão em seus resultados. No segundo trimestre desse ano a receita bruta de vendas corporativas fechou em R$ 278,8 milhões, 36% maior comparado ao mesmo período de 2020, o que mostra um aumento no interesse das empresas em investir cada vez mais na área de tecnologia.

Desafios do setor

Mesmo em ascensão, o mercado de trabalho de TI ainda encontra diversos desafios, recrutar bons profissionais não tem sido uma tarefa fácil para esse setor. Diversos cursos ainda se baseiam em tecnologias tradicionais e muitas vezes não conseguem acompanhar a evolução do mercado.

Esse é um dos maiores desafios para as empresas, pois os profissionais mais capacitados e experientes são os mais solicitados e acabam optando por empresas que dão o melhor suporte para o desenvolvimento de sua carreira.

Segundo um estudo feito pela McKinsey a estimativa é que em 2030, só no Brasil, serão 1 milhão de vagas abertas em tecnologia. Para conseguir preencher esse espaço será necessário que os candidatos desenvolvam muito bem suas habilidades técnicas e as comportamentais para ganhar destaque na área.

O futuro do TI

Para os próximos anos a expectativa é que o setor continue em alta devido a automatização de diversos processos. Os profissionais de TI serão cada vez mais requisitados, seja para desenvolvimento, manutenção ou aprimoramento dos recursos. A 32º Pesquisa Anual do Uso de TI no Brasil, realizada pelo FGVcia (Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), apontou que em 1992, as empresas gastavam, em média, cerca de 2% da receita com tecnologia. Hoje, esse número é de 8,2%, o que indica um investimento crescente das companhias em ferramentas e serviços de TI.

A tendência é que nos próximos anos esse número continue a crescer e chegue a 9%. Os bancos e serviços aparecem acima da média em termos de gastos com tecnologia, com 16% e 11,7% da receita direcionada aos investimentos em TI, respectivamente. Já a indústria aparece com 4,8%, enquanto o comércio está investindo apenas 3,9%.

Já os dispositivos digitais (computadores, notebooks, tablets e smartphones) em uso no Brasil somam 440 milhões, o que representa mais de dois dispositivos digitais por habitante. Desse total, cerca de 198 milhões de computadores estão em uso.

A pesquisa mostrou ainda que entre os anos de 2022 e 2023, a expectativa é que o Brasil tenha 216 milhões de máquinas em uso, número que deve ser equivalente aos 216 milhões de habitantes da população brasileira no mesmo período, atingindo a proporção de um computador por habitante em média no Brasil.

Portanto, o que se observa é que a área de TI seguirá como um ramo de forte expansão e com uma procura cada vez maior por profissionais qualificados. E, mesmo quando toda a crise causada pela pandemia passar, o setor continuará em alta, pois as formas de trabalho e estudos devem continuar usando os meios tecnológicos cada vez mais.

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