Setor externo será principal motor para crescimento do Brasil em 2022, diz OCDE

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A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avaliou que o setor externo será o principal motor de crescimento econômico no Brasil em 2022. No entanto, o cenário atual é de inquietação por conta da crise da dívida imobiliária na China, principal parceiro comercial do país.

Segundo a OCDE, a previsão para este ano é de crescimento de 5,2% da economia brasileira, ou 1,5 ponto percentual a mais do que a estimativa de maio. Para o ano que vem é previsto uma expansão de 2,3%, ou 0,2 ponto percentual a menos que em maio.

Além disso, a OCDE prevê uma inflação maior no Brasil em comparação à estimativa de maio. Agora, espera-se uma taxa de 7,2% neste ano, ou 1 ponto percentual a mais e de 4,9% no ano que vem, 0,9 ponto percentual acima.

“O setor externo continuará sendo o principal motor do crescimento, com exportações impulsionadas por commodities e uma demanda relativamente forte por parte dos EUA e da China. Espera-se que as despesas governamentais e o consumo doméstico permaneçam estáveis”, informa Falilou Fall, economista da OCDE.

Em relação ao lado da oferta, a OCDE espera que as restrições da cadeia de abastecimento de aquisição diminuam e, com isso, favoreçam a produção. Portanto, para a organização, 2022 deve ser um passo em direção ao retorno aos níveis de crescimento pré-crise.

Sensibilidade do Brasil

Embora a OCDE tenha apontado que a economia brasileira seja beneficiada pelo setor externo, segundo uma pesquisa feita pelo Wells Fargo, prestadora de serviços financeiros nos Estados Unidos, o Brasil é um dos países mais vulneráveis à desaceleração da economia chinesa.

Como o Mercado1Minuto registrou aqui, a empresa criou um indicador para medir a sensibilidade dos países diante as atuais oscilações da economia da China. De acordo com Brendan McKenna e Jessica Guo, economistas do Wells Fargo, os países que dependem fortemente das exportações, dos altos preços das commodities e que estão intensamente integrados ao sistema financeiro da China devem sofrer maior pressão.

Com isso, os especialistas apontam que Cingapura e Coreia do Sul são frequentemente citados como os termômetros da economia global, dada sua condição de grandes exportadores, e seriam particularmente vulneráveis à China. Entretanto, os economistas também analisam que países como África do Sul, Brasil, Chile e Rússia dependem dos altos preços das commodities.

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