Confiança do setor de serviços avança em agosto; confiança do comércio recua

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Confiança do setor de serviços avança em agosto; confiança do comércio recua Freepik
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A redução no número de casos e mortes de covid-19 no país está impactando positivamente o setor de serviços do país. Dados divulgados nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,3 ponto em agosto, para 99,3 pontos, e chegou ao maior nível desde setembro de 2013.

Segundo a FGV, as expectativas no setor ficaram estáveis, mas houve bom desempenho no mês em conjunto com as flexibilizações na pandemia.

"Ao contrário do que foi observado nos últimos meses, a alta foi mais influenciada pela melhora no volume de serviços no mês, enquanto as expectativas ficaram estáveis. Essa combinação sugere que a recuperação do setor vem avançando em paralelo às flexibilizações na pandemia", explica Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

O resultado do indicador em agosto foi influenciado principalmente pelo Índice de Situação Atual (ISA-S) que subiu 2,6 pontos, para 93,0 pontos, e chegou ao maior nível desde junho de 2014. O Índice de Expectativas (IE-S) variou 0,1 ponto, para 105,7 pontos, mantendo-se no patamar mais alto desde novembro de 2012 (106,2 pontos).

Confiança do comércio

Embora a confiança do setor de serviços esteja mantendo a trajetória de crescimento, a confiança do comércio dá sinais de alerta. Em agosto, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM), também medido pela FGV, recuou 0,1 ponto, ao passar de 101,0 para 100,9 pontos. A acomodação acontece depois de quatro altas consecutivas e mostra o alerta do setor.

"Diferentemente dos últimos meses, houve uma percepção de piora da situação dos negócios que está relacionada a uma redução na demanda atual enquanto as expectativas continuaram evoluindo positivamente. O resultado ainda não significa uma reversão da tendência positiva que vem ocorrendo desde abril, mas acende o sinal de alerta sobre o ritmo de recuperação do setor", avalia Rodolpho Tobler.

Em agosto, apenas um dos seis principais segmentos registrou queda, mas a combinação da piora na percepção com o momento presente e avanço das expectativas fez o índice recuar. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 3,7 pontos para 105,0 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) aumentou 3,5 pontos para 96,7 pontos, registrando o maior valor desde fevereiro de 2020 (107,0 pontos).

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