Número de famílias endividadas aumenta em julho e é o maior desde 2010, aponta CNC

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A economia dá sinais de recuperação, mas o brasileiro continua com dificuldades para administrar suas finanças.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias que relatou ter dívidas no mês de julho chegou a 71,4%. O índice representa um recorde e é o maior registrado desde o início da série histórica, em 2010.

A alta no número de famílias endividadas foi de 1,7 ponto percentual em relação ao mês de junho e de 4 pontos em relação a julho do ano passado. Esse foi o maior aumento anual verificado desde dezembro de 2019.

Na pesquisa, a CNC analisa dívidas com cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa, cheque pré-datado e carnês de lojas.

Na análise por faixa de renda, o grupo que registrou o maior aumento nas dívidas foram as famílias que recebem até dez salários mínimos. O endividamento desse grupo passou de 70,7% para 72,6% entre junho e julho e atingiu uma nova máxima histórica. Em julho do ano passado, esse índice era de 69%.

Em relação às famílias que recebem mais de dez salários mínimos, houve uma leve redução: o percentual de endividados passou de 65,5% em junho para 66,3% em julho. No mês de julho de 2020, esse índice era de 59,1%. Apesar da queda no endividamento, a inadimplência dessas famílias cresceu de 11,9% para 12,1% na passagem mensal.

A principal dívida das famílias é no cartão de crédito, citado por 82,7% dos endividados. Em segundo lugar, aparecem os carnês de lojas, apontados por 18% das famílias.

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