Investidores com portfólio mais refinado e diversificado caem menos em fraudes financeiras, aponta CVM

Atualizado em -

Investidores com portfólio mais refinado e diversificado caem menos em fraudes financeiras, aponta CVM Freepik
► B3 fará aporte de R$ 600 mi na TFS, da Totvs, e deterá 37,5% de participação► Revisão da B3 faz com que ETF ESG ganhe 40 novas ações

Quanto mais refinado e diversificado é o portfólio de investimentos, menor o risco do investidor se tornar vítima de uma fraude financeira. A conclusão está em pesquisa do Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas (CECOP) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgado nesta quinta-feira (15).

Segundo o estudo, o público que nunca foi vítima de fraude investe mais em ações, fundos de investimento, FII, previdência privada, CDB, LCI/LCA e na maioria das demais opções apresentadas. Em contrapartida, as vítimas investiam mais, proporcionalmente, em poupança, criptomoedas e startups. As vítimas também afirmam, em maior número, não possuírem investimentos financeiros.

"Estes dados não permitem descartar a H1 (vítimas de fraudes financeiras têm menos experiência com o mercado financeiro), ao menos em comparação com investidores não vítimas", aponta a pesquisa.

As criptomoedas foram o produto de investimento mais citado pelas vítimas de golpes financeiros, sendo mencionadas por 43,3% dos respondentes.

[FAÇA SUA INSCRIÇÃO NO CURSO DO MERCADO1M SOBRE COMO COMEÇAR A INVESTIR NA PRÁTICA]

Outra conclusão do estudo é que 91% das vítimas de fraudes são homens, com idade entre 30 e 39 anos (36,5%) com renda familiar mensal entre 2 e 5 salários mínimos (23%) e com pós-graduação (38%).

Metade das pessoas que respondeu às perguntas da pesquisa afirmou conhecer o fraudador de alguma forma (28,1% conhecia o golpista pessoalmente e 21,9% conhecia, mas não pessoalmente, podendo ser um conhecido de um conhecido ou uma pessoa da mídia). O meio de divulgação para fraude mais citado foi o aplicativo Whatsapp (mencionado por 27,5%), seguido pela divulgação boca-a-boca pessoalmente (19,7%).

Na conclusão do estudo, a CVM aponta que "a fórmula estereotipada dos golpes financeiros (como rentabilidades exorbitantes, bônus por indicação de terceiros e garantia de lucros) não define mais os golpes, que se adaptaram justamente para disfarçar sua ilicitude".

Quer saber como proteger seus investimentos?

Ouça o episódio do +Q1Minuto:

Relacionados:

► B3 fará aporte de R$ 600 mi na TFS, da Totvs, e deterá 37,5% de participação► Revisão da B3 faz com que ETF ESG ganhe 40 novas ações

Leia mais: