Indicadores de confiança do comércio e de serviços avançam em junho

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Indicadores de confiança do comércio e de serviços avançam em junho Freepik
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A confiança de dois setores importantes para a economia está subindo novamente. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pela Fundação Getúlio Vargas, tanto a confiança do comércio como a confiança de serviços tiveram resultados positivos em junho.

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) subiu 2,0 pontos em junho e passou de 93,9 para 95,9 pontos, registrando o nível mais alto desde setembro de 2020. Em médias móveis trimestrais, o indicador subiu 7,8 pontos, a segunda alta depois de seis meses de quedas consecutivas.

"O resultado positivo desse mês foi influenciado pela percepção de aumento do ritmo de vendas, enquanto as expectativas voltaram a oscilar, sugerindo que o cenário para os próximos meses ainda apresenta riscos. A melhora da confiança do consumidor, ampliação da vacinação e recuperação do mercado de trabalho são fatores que podem solidificar essa retomada. Mas a incerteza e o risco de novas ondas da pandemia ainda pesam no sentido oposto “, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.

Em junho, a confiança avançou em quatro dos seis principais segmentos do Comércio e foi influenciada pela melhora da percepção com o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISACOM) subiu 9,3 pontos para 104,2 pontos, maior valor desde outubro de 2020 (105,1 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 5,9 pontos para 87,6 pontos

Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 5,7 pontos em junho, para 93,8 pontos, a terceira alta consecutiva no ano e o maior valor desde fevereiro de 2020. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 5,4 pontos.

“A confiança do setor de serviços fecha o primeiro semestre em alta atingindo o maior nível desde o início da pandemia", destaca Rodolpho Tobler.

Neste mês, o ICS teve alta disseminada nos 13 segmentos pesquisados. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 4,7 pontos, para 88,7 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020 (90,2 pontos). O Índice de Expectativas (IE-S) avançou 6,7 pontos, para 99,1 pontos, maior patamar desde janeiro de 2020 (100,9 pontos).

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