Alshop revela que 84% dos lojistas já demitiram desde início da pandemia da Covid-19

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Alshop revela que 84% dos lojistas já demitiram desde início da pandemia da Covid-19 Pixabay
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A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) informou nesta quinta-feira (25) que 84% dos lojistas já demitiram desde o início da crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus. Além das demissões, 53% deles temem pela continuidade da crise que pode levar a um fechamento definitivo.

"As medidas de ampliação do crédito não chegaram de maneira uniforme aos empreendedores pequenos, que representam 70% das lojas em shoppings centers”, afirmou, em nota à imprensa, Nabil Sahyoun, presidente da entidade.

Para 87% dos lojistas, desde o começo do ano, não houve nenhum aumento no movimento de clientes e nos estados onde os shoppings estão funcionando o ticket médio de compra é de R$ 220, queda de 37% em relação ao mesmo período de 2019. Os dados, desta vez, refletem situações desiguais nos estados, pois o fechamento do comércio não é total em várias unidades da federação.

O ticket médio em baixa reflete a queda do tempo em que os clientes permanecem nos centros de compra. Antes da pandemia um consumidor ficava em média 90 minutos no shopping e hoje faz suas compras em 30 minutos.

Alta do ICMS já impacta nos preços

Os lojistas também comentaram sobre o aumento do ICMS em produtos e combustíveis no varejo. No caso de São Paulo, que concentra boa parte da produção e das vendas no varejo do país, as medidas de elevação dos tributos tornaram as compras mais caras para o consumidor. Apesar do aumento generalizado do ICMS que impactou em custos mais altos na operação, 53% afirmam que os insumos ou produtos ficaram mais caros, mas não houve repasse para os clientes.

“Infelizmente o empreendedor vem sendo impactado por impostos mais altos sendo, por outro lado, impedido de abrir as portas sem nenhuma compensação financeira. Em alguns casos, houve uma alta elevadíssima no ICMS, e a Alshop tem pedido aos representantes do poder público, especialmente ao Governo de São Paulo, que pelo menos o aumento de imposto seja revogado já que boa parte do varejo está fechada”, complementa Sahyoun.

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