Pressionada por combustíveis, inflação em janeiro chega a 0,86%

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Pressionada por combustíveis, inflação em janeiro chega a 0,86% Marcelo Camargo | Agência Brasil
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Em fevereiro, a inflação foi de 0,86% - maior resultado para um mês de fevereiro desde 2016 (0,90%). No ano, o índice já acumula alta de 1,11% e, em 12 meses, de 5,20%, acima dos 4,56% observados nos 12 meses imediatamente interiores. Os números integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo IBGE.

A maior pressão individual para o índice foi o item Combustíveis, em função dos seis reajustes nos preços nas refinarias apenas em 2021. Com alta de 7,11%, a gasolina impactou em cerca de 42% o resultado (0,36 p.p).

”Temos tido aumentos no preço da gasolina, que são dados nas refinarias, mas uma parte deles acaba sendo repassada ao consumidor final. No início de fevereiro, por exemplo, tivemos um aumento de 8%, e depois de mais de 10%. Esses aumentos subsequentes no preço do combustível explicam essa alta”, diz o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Além da gasolina, os preços do etanol (8,06%), do óleo diesel (5,40%) e do gás veicular (0,69%) também subiram. Com isso, os combustíveis acumulam alta de 28,44% nos últimos nove meses. Em fevereiro, o grupo transportes teve alta de 2,28%.

Já a educação teve a maior variação entre os grupos (2,48%). O maior impacto do grupo veio dos cursos regulares (3,08%).

”Esse foi o segundo maior impacto dentro do índice do mês. Em fevereiro, nós captamos os reajustes das mensalidades cobradas pelas instituições de ensino. E além disso, verificamos que em alguns casos houve retirada de descontos aplicados ao longo do ano passado no contexto de suspensão das aulas presenciais por conta da pandemia”, explica o pesquisador.

O grupo alimentação e bebidas variou 0,27% em fevereiro, desacelerando pelo terceiro mês consecutivo. A queda nos preços da batata-inglesa (-14,70%), do tomate (-8,55%), do leite longa vida (-3,30%), do óleo de soja (-3,15%) e do arroz (-1,52%) contribuíram para a desaceleração na alimentação no domicílio (0,28%).

“Essa desaceleração na passagem de janeiro para fevereiro é explicada principalmente por alguns itens que haviam subido bastante ao longo do ano passado, como o óleo de soja e o arroz. Por outro lado, as carnes tinham tido uma ligeira deflação em janeiro, com queda de 0,08%, e agora voltaram a subir”, diz Kislanov.

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