Moderna confirma 13 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o Brasil

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Moderna confirma 13 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o Brasil Mike Segar/Reuters
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A farmacêutica Moderna confirmou, em reunião com o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (5), que poderá ofertar ao Brasil 13 milhões de doses da vacina contra Covid-19 em 2021. Também foi discutido o cronograma de entrega dos imunizantes. A promessa da companhia é garantir 1 milhão de doses até julho, e iguais quantias nos meses de agosto e setembro. Entre outubro e dezembro seriam disponibilizados os 10 milhões de doses restantes.

Em comunicado do Ministério após o encontro, o secretário geral da pasta, Élcio Franco, declarou que a posição apresentada pela empresa deu “segurança” para avançar na negociação e na assinatura do contrato.

De acordo com o secretário geral, a negociação entrará agora em sua fase final. A minuta do contrato deverá ser elaborada para que o termo possa ser assinado pelas duas partes, concretizando a aquisição. Franco lembrou que para a aplicação da vacina e o pagamento pelas doses é preciso que a vacina obtenha a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Butantan

O Instituto Butantan divulgou nesta sexta-feira (05) que encaminhou nesta semana à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedido de autorização para testar um soro, desenvolvido pelo instituto, em pacientes com Covid-19. De acordo com o Butantan, o soro, que é produzido em cavalos, pode ajudar a reduzir a letalidade e a gravidade da doença e aliviar o sistema de saúde.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que o estudo inicial seria feito com pacientes transplantados de rim do Hospital do Rim e pacientes com comorbidades do Hospital das Clínicas, na capital paulista.

A Anvisa informou que já recebeu o pedido de autorização dos testes, que está em análise técnica., mas ressaltou que o Butantan ainda não entregou o Dossiê Específico de Ensaio Clínico, que contém o protocolo clínico do estudo a ser realizado. Segundo a Anvisa, o dossiê é o principal documento para a avaliação e é obrigatório.

A expectativa do Butantan é que os testes sejam autorizados pela Anvisa na próxima semana. Caso o soro apresente a eficácia esperada nos testes feitos em humanos, poderá ser usado para tratar pacientes que já estejam infectados e apresentem sintomas.

"Os animais que foram tratados tiveram o pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores. Esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nos estudos clínicos que poderão ser autorizados na próxima semana [pela Anvisa]", acrescentou Covas.

AstraZeneca

Uma pesquisa preliminar, feita pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, aponta que a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica induziria uma resposta apropriada no organismo contra a variante de Manaus do coronavírus. Essa informação foi passada por uma fonte à Reuters nesta sexta-feira (5).

Segundo a fonte, o estudo foi realizado após envio de amostras pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ainda de acordo com ela, os dados preliminares, indicam que o imunizante não precisaria passar por nenhuma adaptação para ser usado contra a variante.

Vale ressaltar que, a cepa, conhecida como P1, tem mostrado resultados que apontam um nível de transmissão superior as de outras variantes do coronavírus.

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