Desemprego recua para 13,9% no último trimestre, mas taxa média anual é a maior da série histórica

Atualizado em -

Desemprego recua para 13,9% no último trimestre, mas taxa média anual é a maior da série histórica Agência Brasil
► FGV: Indicador Antecedente de Emprego sobe em dezembro e chega a 85,7 pontos ► No primeiro ano após reforma, Previdência tem queda na arrecadação e aumento no déficit

O IBGE divulgou hoje que, no trimestre encerrado em dezembro, o índice de desemprego ficou em 13,9% - uma queda de 0,7 ponto percentual em relação trimestre anterior. Considerando a taxa média anual, o índice passou de 11,9%, em 2019, para 13,5%, em 2020, a maior da série iniciada em 2012.

De acordo com os dados do IBGE, a população desocupada (13,9 milhões) ficou praticamente estável ante o trimestre anterior (14,1 milhões), mas cresceu 19,7% em relação ao mesmo período de 2019. Já a população ocupada (86,2 milhões) aumentou 4,5% em relação ao trimestre anterior e caiu 8,9% frente ao mesmo período de 2019.

De outubro a dezembro de 2020, havia 32 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil – um recuo de 3,5% frente aos três anteriores e um aumento de 22,5% na comparação com os últimos três meses de 2019. Na média anual, esse contingente chegou a 31,2 milhões, o maior da série anual, com alta de 13,1% na comparação com 2019.

Ainda segundo o levantamento, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (29,9 milhões) cresceu 1,8% frente ao trimestre, mas caiu 11,2% no confronto o quarto trimestre de 2019. A média anual ficou em 30,6 milhões de pessoas, menor contingente da série histórica, e recuou 7,8% em relação a 2019.

Informalidade

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado subiu 10,8% em relação aos três meses anteriores e chegou a 10 milhões de pessoas. Ante o mesmo trimestre de 2019, o recuo foi de 15,8% e a média anual (9,7 milhões) caiu 16,5% em relação a 2019 e chegou ao menor contingente da série anual.

Já o número de trabalhadores por conta própria (23,3 milhões) subiu 6,8% frente ao trimestre anterior e caiu 5,2% na comparação com o último trimestre de 2019. Na média anual, houve queda de 6,2% em relação a 2019, chegando a 22,7 milhões de pessoas.

Segundo os pesquisadores, uma retomada do mercado de trabalho depende do controle da pandemia e de uma vacinação em massa da população.

”A necessidade de medidas de distanciamento social para o controle da propagação do vírus paralisaram temporariamente algumas atividades econômicas, o que também influencio na decisão das pessoas de procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupação, pressionando o mercado de trabalho”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Relacionados:

► FGV: Indicador Antecedente de Emprego sobe em dezembro e chega a 85,7 pontos ► No primeiro ano após reforma, Previdência tem queda na arrecadação e aumento no déficit

Leia mais: