Lewandowski determina que Anvisa informe sobre análise da vacina Sputnik V

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Lewandowski determina que Anvisa informe sobre análise da vacina Sputnik V divulgação
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou nesta quarta-feira (20) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) envie informações sobre um pedido de uso emergencial da Sputnik V, desenvolvida pela Rússia para o combate ao novo coronavírus.

As informações serão usadas pelo ministro para decidir sobre um pedido do governo da Bahia que deseja autorização para importar e distribuir vacinas mesmo antes da aprovação do órgão regulador, desde que os imunizantes já tenham aval de autoridade sanitária estrangeira ou da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A Sputnik V já foi aprovada e está sendo utilizada em países como Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela, argumentou o governo da Bahia. No Brasil, representantes da empresa União Química têm se reunido com técnicos da Anvisa para tentar dar prosseguimento ao processo de aprovação.

O pedido da Bahia foi protocolado em seguida a notícias de que a Anvisa recusou um pedido de uso emergencial da Sputnik V. Na segunda-feira (18), o Fundo de Investimento Direto da Rússia divulgou uma nota, por meio da Embaixada da Rússia no Brasil, negando que tenha havido a recusa da fiscalizadora brasileira.

“Considerada a afirmação do autor, feita na petição inicial, de que já foi requerida a autorização temporária para uso emergencial da vacina Sputnik V, informe, preliminarmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, no prazo de até 72 horas, se confirma tal afirmação e, em caso positivo, esclareça qual o estágio em que se encontra a aprovação do referido imunizante, bem assim eventuais pendências a serem cumpridas pelo interessado”, escreveu Lewandowski no despacho desta quarta-feira (21).

Astrazeneca

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou que devido ao atraso na chegada de insumos vindos da China, necessários para a fabricação da vacina contra a Covid-19, a entrega das doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca, que seria em fevereiro, foi adiada para março. A informação foi enviada por ofício, nesta terça-feira (19), pela Fiocruz ao Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o comunicado da fundação, ainda não se tem uma data estabelecida para a chegada dos insumos vindos do país asiático. A produção terá suas informações divulgadas depois da data de chegada do produto ser confirmada.

A projeção da Fiocruz é que, até o mês de julho, sejam produzidas 100 milhões de doses. Até o fim do ano, a expectativa é que sejam mais de 210 milhões de doses entregues ao Ministério da Saúde

"Estima-se que as primeiras doses da vacina sejam disponibilizadas ao Ministério da Saúde em início de março no 2021, partindo da premissa de que o produto final e o insumo farmacêutico ativo (IFA) apresentarão resultados de controle de qualidade satisfatórios, inclusive pelo Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde (INCQS)”, informou a fundação.

O texto enviado ao MPF destaca que o prazo será prorrogado, se os insumos não chegarem ou se o produto final não for aprovado nos testes de qualidade.

A Fiocruz ainda informou que já tem uma linha de produção de vacinas que apenas aguarda a chegada dos insumos farmacêuticos. Em março, é esperado que uma segunda linha comece a ser produzida.

Pfizer

Um estudo laboratorial realizado pela Pfizer mostrou que a vacina tem eficácia contra uma mutação-chave da Covid-19, chamada N501Y, que foi encontrada no Reino Unido e na África do Sul, com alta taxa de transmissão.

Vale ressaltar que o Reino Unido passa por um momento em que é registrado número recorde de mortes diárias por Covid-19. Nesta terça-feira, foram contabilizadas 1.610 morte. Para pesquisadores, o aumento no número de óbitos por dia também foi impulsionado pela disseminação da variante.

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