Pfizer inicia processo de registro de vacina contra a Covid-19 na Anvisa

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Pfizer inicia processo de registro de vacina contra a Covid-19 na Anvisa Dado Ruvic/Reuters
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A Pfizer divulgou nesta quarta-feira que (25) que iniciou o processo de pedido de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina que desenvolve para o combate ao novo coronavírus.

O anúncio foi feito pela farmacêutica após reunião com técnicos da Anvisa realizada hoje. O requerimento será realizado na modalidade de “submissão continuada”, criado pela agência para vacinas específicas contra a Covid-19 com o objetivo de agilizar procedimentos de análise.

Neste mês, a Pfizer e a BioNTech anunciaram a conclusão dos testes e declararam que a vacina obteve 95% de eficácia no tratamento contra a doença causada pelo novo coronavírus.

Na semana passada, a farmacêutica informou que apresentou ao governo federal uma proposta de comercialização da sua vacina contra a Covid-19, sem dar detalhes de valores.

“A Pfizer fez uma proposta ao governo brasileiro, em linha com os acordos que temos fechado em outros países, inclusive na América Latina, que permitiria vacinar alguns milhões de brasileiros no primeiro semestre, sujeita à aprovação regulatória”, disse a Pfizer Brasil em comunicado divulgado nesta quarta-feira (18).

Vacina de Oxford

Após o estudo que comprovou eficácia de até 90% da vacina contra a Covid-19, a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca submeterão os resultados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com o intuito de pedir autorização para o uso emergencial do imunizante no Brasil. Se a pesquisa for aprovada pelo órgão, o medicamento deve chegar à população brasileira em janeiro de 2021.

De acordo com a coordenadora nacional dos ensaios clínicos da vacina de Oxford, Sue Ann Costa Clemens, além da autorização da agência reguladora, é preciso que as 30 milhões de doses esperadas cheguem ao país. A partir do ano que vem, com a transferência de tecnologia acordada entre Oxford/AstraZeneca e o governo brasileiro, a Fiocruz iniciará o processo de produção do medicamento.

Em entrevista à GloboNews, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, afirmou que a instituição espera vacinar 65 milhões de pessoas no primeiro semestre de 2021 e outras 65 milhões no segundo, considerando o esquema vacinal de maior eficácia divulgado pela Universidade de Oxford.

"A gente espera ter no primeiro semestre 100 milhões de doses para oferecermos 2 doses para 50 milhões de cidadãos no Brasil. Assim, nós vamos poder chegar já no primeiro semestre a duas doses e 65 milhões de brasileiros. E no segundo semestre, com a produção 100% nacional da vacina na Fundação Oswaldo Cruz, chegaremos a outros 65 milhões, então o total de 130 milhões de brasileiros [que poderão ser vacinados", destacou.

Das 11 vacinas que chegaram à fase três, última etapa antes do pedido de registro, quatro delas já apresentaram dados satisfatórios de segurança e de eficácia na proteção contra a doença. Os dados foram divulgados pelas próprias desenvolvedoras (Pfizer/BioNTech, Moderna, Instituto Gamaleya e AstraZeneca/Oxford). Todos os dados são preliminares e nenhuma análise do atual estágio destas vacinas foi publicada em revista científica.

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