Ministério da Saúde anuncia compra de 46 milhões de doses da CoronaVac

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Ministério da Saúde anuncia compra de 46 milhões de doses da CoronaVac Foto: Thomas Peter/ Reuters
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O ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (20) que o governo federal irá comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A decisão foi tomada em reunião entre os 24 governadores com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Segundo o ministro, assim que aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as doses serão distribuídas em todo o país via o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, garantiu.

Apesar de ainda não ter se falado em custos, especula-se que o gasto para compra das vacinas será de R$ 2,6 bilhões, considerando a cotação do dólar de R$ 5,60, sendo que cada dose sairá ao preço de US$ 10,30 (cerca de R$ 58).

O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Somadas, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac - representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021.

35% de reações leves

Ontem, o governador João Doria informou que, dos 9 mil voluntários que participaram dos testes no Brasil da vacina chinesa contra Covid-19, 35% tiveram reações leves.

"Os primeiros resultados do estudo clínico realizado no Brasil comprovam que entre todas as vacinas testadas no Brasil a CoronaVac é a mais segura, a que apresenta os melhores índices e mais promissores. E é de fato mais avançada nesse momento. Os resultados dos testes demonstram até aqui que a CoranaVac foi a que apresentou o menor índice de efeitos adversos", afirmou o governador de São Paulo.

Os sintomas apresentados pelos voluntários que tiveram reações foram dor de cabeça, edema e inchaço no local onde a vacina foi aplicada, sendo cefaleia a reação com maior porcentagem registrada na primeira e segunda dose.

Segundo dado divulgado em setembro, 94,7% dos voluntários que participam do teste na China não apresentaram efeito adverso.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, ressaltou que o programa não terminou e que mais voluntários são necessários para os testes, especialmente idosos.

"O fato de nós apresentarmos uma fase não significa que já se encerrou o programa. Não, pelo contrário, voluntários são necessários e nós estamos dependendo muito desses voluntários para poder dar rapidez a esse processo. E ainda em previsão, o que nós chamamos de imunocov, que é um estudo que é feito da resposta imunológica em idosos para saber se a vacina a dose normal, funciona, ou não, em idosos, se é necessário um reforço, se é necessário uma vacina fortalecida", afirmou Dimas Covas.

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