Teste com vacina da J&J aponta produção de anticorpos contra a Covid-19 em 98% dos pacientes

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Teste com vacina da J&J aponta produção de anticorpos contra a Covid-19 em 98% dos pacientes Freepik
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Uma única dose da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson estimulou o sistema imunológico de 98% dos pacientes (em um grupo de mil adultos saudáveis) a produzir uma boa resposta ao vírus. Os resultados animadores sobre as fases iniciais e intermediárias de testes foram divulgados pela farmacêutica americana.

De acordo com as análises divulgadas, os pacientes também tiveram uma reação positiva à aplicação de duas doses. Os laboratórios Moderna e Pfizer, que também estão desenvolvendo outras vacinas para a Covid-19, trabalham com a aplicação em duas doses a serem dadas dentro de um intervalo de tempo.

Os resultados da Johnson & Johnson foram divulgados no site médico especializado medRxiv, mas com o aviso de que não foram revisados ainda por pares científicos. Há uma dúvida ainda se a dose única protege da mesma maneira o grupo de pessoas com mais de 65 anos, pois dados relativos a esse grupo foram insuficientes.

Na última quarta-feira, o laboratório americano iniciou a terceira e última fase de testes de sua vacina para a Covid-19 com cerca de 60 mil pacientes. A empresa informou que espera os resultados da nova fase até o final de 2020 ou início do próximo ano. O teste de estágio avançado da J&J usará até 215 locais nos EUA, África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.

"Os benefícios de uma vacina de dose única são potencialmente profundos em termos de campanhas de imunização de massa e de controle pandêmico global", disse o doutor Dan Barouch, pesquisador de vacinas de Harvard que ajudou a desenvolver a vacina contra Covid-19 da J&J, em uma entrevista por telefone à agência Reuters.

Atualmente, existem ao menos 10 vacinas contra o coronavírus sendo testadas em seres humanos em estágio avançado. Cientistas previram que uma resposta segura e eficaz pode levar de 12 a 18 meses desde o início do desenvolvimento de uma nova vacina.

Bolsas europeias sofrem com segunda onda de infecções

Na sexta-feira (25), as ações europeias registraram sua pior queda semanal desde meados de junho em decorrência do medo dos investidores de que uma segunda onda de infecções pelo novo coronavírus afete a recuperação econômica. As ações bancárias chegaram a registrar uma mínima histórica.

Um dia antes, na quinta-feira (24), a França e o Reino Unido contabilizaram novos recordes de infecções diárias por Covid-19, enquanto o governo espanhol recomendou a reimposição de um bloqueio parcial em toda a cidade de Madri depois que o país ultrapassou 700 mil casos da doença, o maior número na Europa Ocidental.

"Novas restrições na Europa, menos apoio fiscal, enfraquecimento do impulso de liquidez e o risco eleitoral devem pesar sobre a atividade no quarto trimestre", comunicaram estrategistas de ações europeias do banco britânico Barclays em nota.

Casos no Brasil

Neste sábado (26), o Brasil ultrapassou a marca de 141 mil mortes em decorrência do novo coronavírus, de acordo com informações do Ministério da Saúde. A taxa de letalidade da Covid-19 no país é de 3,0%.

O Brasil segue como o segundo país com maior número de mortes no mundo, atrás apenas dos EUA, e o terceiro em número de casos, abaixo apenas dos EUA e da Índia.

Sobre os infectados, no balanço de sábado eram 4.718.115 brasileiros com o novo coronavírus, 25.536 confirmados no último período. A média móvel de casos foi de 27.110 por dia, uma variação de -1% em relação aos casos registrados em 14 dias.

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