Azul pode abrir mão do pacote de socorro do BNDES, diz presidente da companhia

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Azul pode abrir mão do pacote de socorro do BNDES, diz presidente da companhia Foto: Sérgio Lima/Poder 360
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O presidente da Azul (AZUL4), John Rodgerson, afirmou em entrevista à Reuters, que a companhia pode abrir mão do pacote de socorro que está sendo desenvolvido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo ele, depois de mais de cinco meses do início da pandemia de coronavírus no país, o pacote de socorro do BNDES ao setor aéreo já não é tão vital.

“No final, a demora para o pacote foi até útil, porque conseguimos renegociar 98% das nossas dívidas, não teremos nenhum vencimento importante até o segundo semestre de 2021 e estamos nos tornando uma empresa muito mais eficiente. Se eu tivesse certeza de que as coisas vão continuar evoluindo como agora, não precisaríamos do pacote", pontuou.

O presidente da companhia aérea afirmou ainda que a Azul pode conseguir um crédito mais vantajoso em um momento de necessidade, com condições melhores do que as oferecidas pelo banco.

Para Rodgerson, a empresa vem retomando ritmo operacional, devendo chegar a 500 voos diários em outubro, com 88 das 120 rotas que estavam operacionais antes da pandemia.

"Mantido o atual ritmo de recuperação, a companhia voltará a dar lucro já no ano que vem. Voltaremos a ser rentáveis em 2021", afirmou.

As ações preferenciais da Azul fecharam em alta de 2,28%, a R$ 22,88, na B3 nesta sexta-feira. No ano, os papéis acumulam queda de 60,74%.

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