Senado derruba veto que impedia reajuste salarial a servidores por pandemia

Atualizado em -

Senado derruba veto que impedia reajuste salarial a servidores por pandemia Saulo Cruz
► CAF aprova empréstimo milionário para ajudar o Brasil no combate à covid-19► "Existe muita confiança do presidente em mim", afirma ministro Paulo Guedes

O Senado derrubou nesta quarta-feira (19), por 42 votos a 30, o veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia o reajuste salarial e contagem de tempo de serviço para profissionais de segurança pública, saúde e educação até o fim de 2021. A decisão dos senadores é considerada uma derrota para o governo e o ministro Paulo Guedes disse que os parlamentares deram um “péssimo sinal”. O veto deve ser analisado pela Câmara dos Deputados nesta quinta (20).

Além dos profissionais de segurança pública, saúde e educação, a derrubada do veto atinge militares, trabalhadores de limpeza urbana, agentes penitenciários, assistentes sociais e trabalhadores de serviços funerários. A proibição de reajustes havia sido determinada pelo governo como contrapartida ao auxílio de R$125 bilhões para estados e municípios durante a pandemia do coronavírus.

A possibilidade de reajuste, após a derrubada do veto, alcança apenas os trabalhadores dessas categorias que atuam diretamente no combate à pandemia. Os demais servidores continuam dentro da proibição do reajuste até o fim de 2021.

Paulo Guedes critica decisão

Ao comentar o assunto, o ministro Paulo Guedes (Economia) criticou a decisão dos senadores e destacou que torce para que a Câmara mantenha o veto.

“O Senado deu hoje um sinal muito ruim permitindo que justamente os recursos que foram para a crise da saúde possam se transformar em aumento de salários, isso é um péssimo sinal. Isso tem efeito sobre a taxa de juros, muito ruim, muito ruim”, disse o ministro.

Guedes ainda afirmou que a possível consequência dessa decisão seria um "crime" contra o país.

"Pegar dinheiro de saúde e permitir que se transforme em aumento de salário para o funcionalismo é um crime contra o país", destacou.

Congresso analisou 16 vetos

Na sessão desta quarta (19), o Congresso Nacional votou 16 vetos presidenciais e dois projetos de lei de crédito suplementar. A votação de três vetos foi adiada, oito vetos foram mantidos totalmente, dois foram rejeitados integralmente e seis tiveram alguns dispositivos mantidos e outros derrubados.

Relacionados:

► CAF aprova empréstimo milionário para ajudar o Brasil no combate à covid-19► "Existe muita confiança do presidente em mim", afirma ministro Paulo Guedes

Leia mais: